|
Um tema polêmico. Digno de uma abordagem do Max Gehringer. Cito novamente pela relevância do tema e facilidade de encontrar tal situação nas empresas.
Vale ressaltar: conflito de interesses é quando uma pessoa, usufruindo de um cargo e respectivos poderes, toma decisões priorizando interesses pessoais em detrimento aos estabelecidos pela instituição a que esta pessoa trabalha.
Esta instituição pode ser privada, pública, filantrópica, micro, grande...
Imaginemos a seguinte situação: uma pessoa é responsável pelas enormes compras de uma grande rede de supermercados. Seu papel? Economizar recursos da empresa que o contratou para fazer as melhores negociações quanto a qualidade, preço e prazo de entrega e pagamento. Gente... Estamos falando de compras que podem passar de milhões de reais! O comprador desta rede de supermercados não pode priorizar a compra de um fornecedor se este der uma TV 3D de, digamos, 60 polegadas? Teoricamente, não! Está se beneficiando sendo que o papel dele seria obter a maior vantagem para a empresa. Que a televisão vá para o grêmio recreativo dos colaboradores da empresa, com ciência dos gerentes-executivos.
Agora... Se o colaborador aceitar a TV para ir para a casa dele, nota-se aqui a obtenção do benefício pessoal. Sem causar danos a empresa, correto? Nãããão... A imagem da empresa fica arranhada e a impressão que vai dar é que seus negócios são escusos, sem transparência. Consegui exemplificar uma situação de conflito de interesse?
Como orientar bem seus colaboradores quanto a este conceito, suprindo-os com fundamentos éticos para não manchar a imagem da sua empresa perante a sociedade? Em outra oportunidade escrevo sobre como estabelecer a cultura de não praticar o conflito de interesses na sua empresa. E como verificar se a prática dos seus colaboradores, sócios e executivos, está em conformidade.
|